Dezembro de 2024: 31 dias, cinco domingos
Dezembro de 2024 abriu num domingo, 1 de dezembro, com lua nova. O fecho coube a uma terça-feira, 31 de dezembro, com o ano a terminar dentro da grelha. No domingo, 8 de dezembro, o mundo mudou em três lugares ao mesmo tempo, de Damasco a Vancouver. Couberam 31 dias, cinco domingos e 22 dias úteis, com o inverno do norte marcado para o sábado, 21 de dezembro.
As contas do fim de ano
As semanas numeradas vão da 48 à 52 e tocam ainda a primeira de 2025. Contam-se 22 dias úteis e nove de fim de semana. Os cinco domingos caíram a 1, 8, 15, 22 e 29 de dezembro. As cinco segundas-feiras e as cinco terças-feiras seguiram-lhes os passos, dia após dia.
As luas escreveram um padrão raro: quatro fases, quatro domingos. A lua nova abriu o mês no domingo, 1 de dezembro, e o quarto crescente chegou no domingo, 8 de dezembro. A lua cheia iluminou o domingo, 15 de dezembro, e o quarto minguante fechou o ciclo no domingo, 22 de dezembro. Uma segunda lua nova despediu o ano na segunda-feira, 30 de dezembro.
O domingo que continha o mundo
No domingo, 8 de dezembro, três histórias grandes partiram em simultâneo. Na Síria, o regime dos Assad caiu após 54 anos e Bashar al-Assad refugiou-se em Moscovo. Em Paris, a catedral de Notre-Dame reabriu as portas ao culto, cinco anos depois do incêndio. Em Vancouver, Taylor Swift encerrou a digressão Eras, a primeira da história a passar os dois mil milhões de dólares em bilhetes, com mais de dez milhões de espetadores no total.
A política mundial também passou por Seul. Na terça-feira, 3 de dezembro, o presidente sul-coreano declarou a lei marcial de surpresa, em direto, e revogou-a cerca de seis horas depois. No sábado, 14 de dezembro, o parlamento suspendeu-o por impeachment. Duas datas que ficaram nos manuais de 2024.
Para as noites caseiras, na quinta-feira, 26 de dezembro, chegou a segunda temporada de «Squid Game». Foi um dos maiores estreios de sempre da Netflix.
Perto do Sol, um fim de ano difícil
Na terça-feira, 24 de dezembro, a sonda Parker da NASA passou a 6,1 milhões de quilómetros da superfície do Sol, ao ritmo mais rápido alguma vez atingido por um objeto construído. A sonda atravessou a coroa solar, a atmosfera exterior do Sol. Três dias depois, confirmou que sobreviveu à passagem.
O fecho do ano foi cruel: no sábado, 14 de dezembro, o ciclone Chido arrasou Mayotte. Na quarta-feira, 25 de dezembro, um avião caiu no Cazaquistão. No domingo, 29 de dezembro, outro despenhou-se na Coreia do Sul; entre os dois acidentes morreram 217 pessoas. Mayotte, no Índico, ficou com a maioria dos edifícios danificados. O ano de 2024 despediu-se entre um recorde junto ao Sol e semanas de luto.
Imprima duas grelhas de dezembro de 2024: uma para a parede, outra para a pasta que guarda o papel que faz falta. A última coluna já pertence a 2025 e convém habituar o olho.